A mudança nos traz um sentimento incomodo, de medo, de desconfiança. No entanto, a mudança hoje ocorre cada vez mais instantânea, rápida e constante.
Se pararmos para pensar, o smartfone tem apenas 20 anos e pense na evolução que o próprio smartfone teve nesses 20 anos: começou com tela touchscreen, foi evoluindo para aplicativo de conversa, recebe e-mail, envia e-mail, possui mais de 100 milhões de músicas, vídeos e no final, faz ligação.
No mundo de mudança e velocidade, o maior risco é ficar prisioneiro do mesmo, a mesma praça, o mesmo banco, a mesma flor, sabe-se que mudar é complicado, difícil, mas acomodar é pior, acomodar é perecer.
Cuidado com as comparações entre antigo e velho.
Por mais que ambos pareçam sinônimos, o significado é totalmente diferente: o antigo não é velho, velho é aquele que não muda, não se adapta, não evolui, fica na mesmice.
Temos vários exemplos de coisas antigas, mas que não são velhas. O circo por exemplo, existe há milhares de anos, foi evoluindo com o passar do tempo, e hoje um dos espetáculos mais procurado, aguardado e selecionado de todo o mundo é um circo! Que impressionante o poder da mudança, consegue resistir a tudo e a todos, fascinante!
Um exemplo de velho, o antigo Orkut, o antigo, que foi criado em 2004 junto com o Facebook, e em 2011 tinha 55 milhões de usuários, se tornou velho, velho porque se manteve inerte com o passar do tempo, velho porque não se adaptou às mudanças, e é por isso que eu digo, mudar é difícil, mas acomodar é perecer, o perecer envelhece, sai de moda, fica pra próxima.
A velocidade que a mudança ocorre atualmente, é impressionante!
Há 10 anos, todo mundo tinha um aparelho de DVD em casa, alugava filmes em locadoras, pagava caro por isso, alguns ainda tinham vídeo cassete, aquele mesmo, de fita que tinha que rebobinar para assistir novamente, se eu perguntar para meu irmão de 20 anos, provavelmente ele irá dizer que não conhece um vídeo cassete e com toda certeza que nunca assistiu um filme em um aparelho desse.
Hoje assistimos tudo através de plataformas de streaming, pelo celular, pagando mensalidade por séries e filmes ilimitados.
Pensando em toda essa evolução em pouco tempo, você se pergunta: “nossa como estou velho!”, mas, não, você não está velho. Você ficou velho se deixou a cabeça lá atrás, se você não mudou, não evoluiu, não se adaptou, uma pessoa de 25 anos pode ser velha, se a cabeça dela ficou lá nos 15, 16 anos.
Outro argumento bastante usado por velhos é a frase “estou há 30 anos no mercado, sempre atuando da mesma forma, sempre com a mesma receita, não preciso mudar”.
Cuidado, um exemplo multinacional que temos é a Kodak, que foi líder em fotografias durante 40 anos e foi resistente a mudança para a área digital, não investiu em tecnologia, achou que a mudança seria passageira e, em 2 anos, após a evolução tecnológica, quebrou.
Insisto, mudar é complicado, mas acomodar é perecer. Diante disso, necessitamos que não percamos a oportunidade de mudança quando for preciso. Um exemplo clássico: o que fez a Alemanha depois que perdeu a copa de 2002 para o Brasil? Sentou e chorou? Não, mudou, se adaptou, se preparou, evoluiu durante 12 anos para em 2014 ser campeã do mundo e, ao contrário da Alemanha, o Brasil se tornou velho, com as mesmas características e pensamentos de 2002, vendo, ano após ano, países, que antes eram considerados insignificantes no futebol, como a Bélgica, se tornarem carrascos.
Não tem lugar marcado no futuro, os romanos já diziam, a sorte segue a coragem, cuidado para não ficar prisioneiro do mesmo.
E terminando esta breve reflexão, fico com a frase de Geraldo Vandre, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.