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Blog Ferreira Diniz

Conheça as principais formas de Planejamento Sucessório

Uma preocupação que se tornou comum no cenário de pandemia, muitos clientes nos procuram em busca de um planejamento sucessório. 

Embora seja um pouco desconfortável para algumas pessoas, é muito importante discutir sobre as implicações burocráticas que possam surgir após a morte.

Confira neste post Planejamento Sucessório: o que é e como funciona?

Sabemos que a morte natural ou inesperada não trás apenas a dor da perda, mas em muitos casos a insegurança financeira para os que ficam.

O Planejamento Sucessório permite que você proteja seu patrimônio, evite burocracias, gastos com inventários, além de reduzir o risco de conflitos com os herdeiros.

Embora não existam riscos ao fazer um planejamento sucessório, fazê-lo não é uma tarefa tão simples. A definição de qual ferramenta será utilizada vai depender das particularidades do patrimônio e dos interesses do titular dos bens. 

Confira alguns métodos:

  1. Testamento

O instrumento mais conhecido no planejamento sucessório. Nele, o testador pode realizar a distribuição dos seus bens a quem desejar e da forma que achar mais conveniente, desde que respeitada a legislação.

O Código Civil Brasileiro determina que só pode ser destinado o percentual de 50% dos bens em testamento, já que essa é a quota limite disponível. Os outros 50% devem ser transmitidos aos herdeiros necessários.

Ao elaborar um testamento, é importante buscar o apoio de profissionais especializados, tendo em vista que a legislação também tem regras a respeito dele e que precisam ser cumpridas para que o documento tenha validade legal.

  1. Holding familiar

Outra forma muito conhecida de realizar o planejamento sucessório ocorre por meio da criação de uma holding familiar, que vai deter o patrimônio dos interessados. Ela funciona nos mesmos moldes de uma empresa, já que tem as características jurídicas de uma.

A criação dessa empresa permite a transferência de bens entre os sócios de forma estabelecida em contrato. Quando são membros da família, os sócios normalmente são cônjuge e os filhos.

Essa possibilidade se apresenta como uma excelente forma de reduzir impostos e tributação sobre o patrimônio e sua transferência após o falecimento de uma pessoa.

Confira meu texto sobre Formação Societária de Holdings

  1. Doação de bens em vida

O interessado tem a possibilidade de realizar doações em vida como uma forma de organizar o seu planejamento sucessório.

Nesse caso, podem ser feitas doações para os futuros herdeiros, desde que respeitada a quota máxima anual definida pelo estado, sem custos. A melhor forma de fazer isso sem perder o patrimônio é doar com reserva de usufruto. Também é necessário atentar para o instituto da legítima, razão pela qual é importante consultar um advogado especializado.

Com o usufruto, mesmo que o doador não seja mais o proprietário, ele permanecerá com o direito de usufruir do imóvel como quiser, podendo alugá-lo ou até mesmo utilizá-lo até a sua morte. Enquanto o doador estiver vivo, o donatário não pode dispor do bem sem autorização do doador usufrutuário.

  1. Previdência privada

A previdência privada tem sido muito utilizada como estratégia do planejamento sucessório. A contratação pode ser feita por meio de planos como o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), no qual, automaticamente, os herdeiros recebem os bens colocados no investimento.

A previdência privada não precisa ser partilhada por meio de inventário ou qualquer outro pedido judicial.

A transferência dos valores relativos à previdência privada é feita sem a cobrança do Imposto de Transmissão Causa Mortis ou Doação (ITCMD) – imposto cobrado por transferência de bens por herança ou doação, a taxa varia entre os estados, até o limite de 8% sobre o valor do patrimônio.

Entretanto, é importante estar atento às regras em vigor no seu estado, tendo em vista que alguns estados brasileiros estão tentando alterar a legislação, para exigir o pagamento do imposto sobre a transmissão da previdência privada.

“Alan, vale a pena fazer um Planejamento Sucessório?” 

Minha resposta é SIM!

Quando o assunto é patrimônio pessoal, se organizar é muito importante, pois, além de reduzir riscos, minimiza as dores de cabeça, traz mais segurança para os herdeiros e diminui os gastos com tributação.

Como você pode ver, existem diversas formas de realizar esse planejamento, sendo que a definição da melhor alternativa vai depender da análise financeira e dos objetivos de cada investidor.

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