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As operações de M&A durante a pandemia, o fenômeno reverso da crise

Fusões, aquisições e cisão, tradicionalmente denominada operação de M&A, são operações em que duas ou mais empresas se fundem para criar outra, uma adquirir outra ou uma empresa decide segregar separando as operações em duas ou mais empresas distintas daquela que se deu origem. Essas operações podem ser um “casamento voluntário” entre empresas iguais, pode se dar de forma amigável por outra ou uma aquisição hostil de uma empresa por outra.

Os motivos que podem levar ao processo de M&A podem ser diversos, mas os principais são a maximização da riqueza de seus acionistas, seus proprietários. As empresas buscam atuar em negócios com perspectivas contínuas de geração de valor aos seus acionistas. 

Dessa forma, podemos elencar os principais motivos, quais sejam:

Redirecionamento estratégico: empresas com diversificação de negócios podem identificar novos nichos a serem explorados ou que mereçam reforço nas operações.

Necessidade de Crescimento: Uma grande empresa pode ser capaz de reduzir os custos unitários através da utilização de excesso de capacidade ou distribuição de custos fixos entre mais unidades. Isso é particularmente importante para setores que exigem altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e estrutura produtiva que somente se torna viável com uma grande escala de produção.

Sinergias: o valor da fusão pode exceder a soma de empresas individuais. Esse é o fator que tem grande peso na avaliação de uma empresa objeto de aquisição ou fusão. As sinergias podem surgir de economias operacionais, economias financeiras ou aumento do poder no mercado, tanto na compra como na venda.

Esclarecido alguns pontos extremamente importantes em relação as operações de M&A, passamos a discorrer sobre tais procedimentos durante a pandemia, com aumento significativo do número de operações. 

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus reduziu num primeiro momento as transações de fusões e aquisições (M&A) no País. No entanto, passado esse impacto imediato, houve uma forte recuperação no número de operações, conforme mostra pesquisa realizada pela PwC. O levantamento indicou um aumento de 34% dessas transações entre janeiro e setembro de 2020, em relação à média dos nove primeiros meses dos últimos cinco anos. Se for considerado o mesmo período de 2019, o incremento foi de 12%.

Esse aumento considerável no número de transações mesmo diante uma crise social, política e econômica vivida em todo mundo, advém de um conjunto de fatores fortalecido pela pandemia, que acabou deixando alguns negócios em situação financeira delicada e pelo fato da taxa de juros básica brasileira atingir patamar baixo recorde, na casa dos 2%.a.a, fator esse, que foram os principais motivos pelo super aquecimento do mercado criando um ambiente extremamente fértil de investimento. 

Outro fator importante é a alta do dólar, o país já vinha apresentando um movimento grande em operações de M&A antes da pandemia, essa tendência será mantida com o crescimento em consolidações e investimento estrangeiro, desde que algumas questões internas sejam resolvidas.

Se verificou que as principais operações se deram nas áreas de tecnologia, saúde, energia e varejo, tendo movimentado mais de 100 bilhões de reais entre aquisição e fusão desses setores da economia, isso somente no ano de 2020. 

Isto posto, mesmo durante a maior crise enfrentada pelo mundo, diante dos fatores elencados acima, empresas se consolidaram ainda mais perante o mercado, expandindo suas operações em todo o território nacional. E o motivo? Por incrível que pareça, o ótimo momento de investimento no país. 

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